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Alegre - ES

Utilização de resíduo de rochas ornamentais para produção de cerâmica de revestimento

Nome: Gabrielly Sandrine de Oliveira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/02/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
SIMONE PEREIRA TAGUCHI BORGES Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
AUDREI GIMÉNEZ BARAÑANO Examinador Interno
DAMARIS GUIMARÃES Examinador Externo
LUIZ ANTONIO BORGES JUNIOR Examinador Interno
SIMONE PEREIRA TAGUCHI BORGES Orientador

Resumo: O Brasil está entre os principais produtores de rochas ornamentais. A extração e o beneficiamento de granitos e mármores geram uma enorme quantidade de resíduos finos, desde a sua extração até o polimento. Neste trabalho, o resíduo de rochas ornamentais do tear de fios diamantados foi utilizado na constituição de engobe e vidrado para aplicação como cerâmica de revestimento, por possuir composição e granulometria semelhante à argila (matéria-prima base dessas cerâmicas). Após caracterização química do resíduo de rochas ornamentais e da argila, foram misturados ao resíduo alguns aditivos (fundentes, colorantes e estabilizantes) e preparado engobe e vidrado em diferentes proporções. Essas composições foram testadas com o intuito de possibilitar o recobrimento de cerâmica de 30 mm x 30 mm x 5 mm, em processo de biqueima e monoqueima, almejando obter superfície mais uniforme e melhores propriedades tecnológicas. A monoqueima apresentou melhor resultado superficial, sendo assim reproduzidas na cerâmica de base com dimensões de 100 mm x 100 mm x 5 mm. Essas cerâmicas foram analisadas quanto à densidade relativa, retração linear, absorção de água, ataque químico e resistência à abrasão, conforme norma NBR ABNT 13818. As cerâmicas após sinterização apresentaram algumas trincas, e densidade relativa de aproximadamente 77,8%. Quanto às retrações lineares, as cerâmicas de biqueima apresentaram 5,14 ± 0,44%, e as cerâmicas de monoqueima apresentaram 4,35 ± 0,44%, valores próximos aos da literatura. As amostras foram classificadas em “Classe A” quanto ao ensaio de resistência ao ataque químico, sendo considerada como ótimo valor para a propriedade. Com o ensaio de desgaste pôde-se concluir que a cerâmica de revestimento produzida é indicada para residências ou áreas onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços, sendo classificada como PEI 1.

Palavras-chave: resíduo, rochas ornamentais, cerâmica de revestimento.

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